Há alternativas para os lixões?

Os lixões, como conhecemos são formas inadequadas e ambientalmente perigosas de destinar resíduos sólidos, causam contaminação do solo e da água, proliferação de doenças, emissão de gases poluentes e degradação social. Por isso, muitos países — inclusive o Brasil — vêm buscando soluções mais sustentáveis.

 Alternativas:

1. Reduzir o lixo gerado - A melhor solução começa antes mesmo do descarte:

Consumir conscientemente, utilizar produtos reutilizáveis, embalagens biodegradáveis ou retornáveis, planejar compras para evitar desperdício;

2. Coleta seletiva e reciclagem - Separar o lixo em casa e encaminhar para reciclagem:

Plástico, papel, vidro e metal podem ser reaproveitados, geram renda para catadores e cooperativas, reduzem a demanda por matéria-prima virgem.

3. Compostagem - Transformação dos resíduos orgânicos (restos de comida, cascas, folhas secas) em adubo natural:

Pode ser feita em casa, em escolas, empresas ou em larga escala, reduzem o volume de lixo destinado a aterros, enriquecem o solo sem necessidade de uso de fertilizantes químicos;

4. Aterros sanitários controlados são mais seguros que os lixões.

Diferente dos lixões, os aterros sanitários são projetados para: isolar o lixo do solo e da água por camadas impermeabilizantes, captar gases (como metano) para geração de energia, monitorar impactos ambientais;

5. Economia circular - Empresas assumem responsabilidade pelo ciclo de vida de seus produtos.

Modelo em que os resíduos são pensados como recursos para estimular a inovação e redução na extração de recursos naturais: para durarem mais, serem reutilizados ou reciclados,

6. Tecnologias de valorização energética - Resíduos que não podem ser reciclados ou compostados podem ser usados para gerar energia:

Incineradores controlados com filtros modernos (diferente de queimar lixo a céu aberto), usinas de biogás que aproveitam o metano gerado por matéria orgânica.

7. Educação ambiental e políticas públicas, sem o que nenhuma solução funciona:

Conscientização da população, fiscalização das leis ambientais, investimento em infraestrutura e incentivo às cooperativas de catadores.

Situação no Brasil, desde 2010 com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o país tenta eliminar os lixões.Muitos municípios ainda não conseguiram cumprir a lei, por falta de recursos ou gestão adequada. Além disso, é sempre bom lembrar que qualquer transição nesse sentido demanda parcerias entre governo, setor privado e sociedade civil.