A ciência já identificou alguns genes que estão associados a aspectos do bem-estar emocional, especialmente os relacionados à regulação de neurotransmissores como a serotonina, dopamina e oxitocina, que afetam o humor, a motivação e a sensação de prazer.
No entanto, a ideia de um "gene da felicidade" é atraente, mas não existe um único gene responsável pela felicidade. Em vez disso, a felicidade é influenciada por uma combinação complexa de fatores genéticos, ambientais, psicológicos e sociais.
Genes associados à felicidade (ou bem-estar subjetivo)
1. Gene 5-HTTLPR (ligado à serotonina)
- Pessoas com uma variante curta desse gene tendem a ter maior vulnerabilidade ao estresse e menor resiliência emocional.
- Já pessoas com a variante longa podem lidar melhor com situações adversas, o que contribui para uma percepção mais positiva da vida.
2. Gene COMT
- Certas variantes desse gene podem levar a níveis mais estáveis de dopamina no cérebro, influenciando funções cognitivas e controle emocional, o que pode impactar o bem-estar.
3. Gene MAOA (enzima monoamina oxidase A)
- Algumas variantes estão associadas a maior agressividade ou impulsividade, o que pode afetar negativamente o bem-estar.
4. Gene OXTR (receptor de oxitocina)
- Certas variantes estão associadas a maior capacidade de confiar nos outros e formar conexões sociais, um fator chave na felicidade.
A genética e a felicidade
Estudos com gêmeos indicam que:
- A genética pode explicar de 30% a 50% da nossa predisposição à felicidade.
- Os outros 50–70% são influenciados por ambiente, experiências de vida, saúde mental, relações sociais, trabalho, estilo de vida e atitudes pessoais.
Mas, só a genética não determina nosso destino emocional. Fatores que aumentam a felicidade de forma comprovada incluem:
- Relações sociais saudáveis
- Atividade física regular
- Gratidão e meditação
- Dormir bem
- Ter propósito de vida
- Praticar o perdão e a compaixão
Não há um gene único da felicidade, mas sim uma interação entre diversos genes e o ambiente.
A genética pode predispor, mas não condena nem garante nada. Somos, em grande parte, coautores da nossa própria felicidade. A maneira pela qual lidamos com as situações do dia a dia, como nos relacionamos com as pessoas de maneira geral, e como escolhemos reagir ao estresse podem nos fazer mais ou menos felizes.
Como eu, você deve conhecer pessoas que nasceram em boas famílias, com pais afetuosos, em muitos casos abastadas e que estão sempre apáticas, deprimidas, sem horizontes. E há, também, aqueles que enfrentam dificuldades financeiras, saúde nem sempre privilegiada, mas que estão sempre sorrindo, alegres, satisfeitos com o que têm.
Escolher ser feliz no trabalho significa escolher um trabalho que nos faça feliz. Escolher ser feliz no amor significa escolher um amor que nos faça feliz. Escolher uma vida feliz depende das escolhas que fazemos a cada momento e de quanto queremos a tal felicidade. A escolha está em nossas mãos e só a nós cabe!
