Mandingas de Ano Novo pelo Mundo

No Brasil, veste-se branco simbolizando paz e pulam-se 7 ondas para atrair sorte e agradecer a Iemanjá, come-se lentilhas e uvas para prosperidade.

Na Colômbia, pessoas saem de casa com uma mala de viagem vazia para atrair viagens no novo ano.

No Equador, famílias constroem bonecos enormes (às vezes com rostos de políticos ou celebridades) chamados año viejo. À meia-noite, eles são incendiados, num ritual dramático de “queimar o passado”.

No Chile – na cidade de Talca, famílias entram no cemitério à noite para passar o Ano Novo junto aos ancestrais, com música suave e velas.

Nos Estados Unidos, milhares acompanham a queda da bola em Nova York. Beija-se alguém à meia-noite para “garantir boa sorte” e fortalecer laços no novo ano.

Na Espanha — comem-se 12 uvas, uma para cada badalada do relógio ao virar do ano. Cada uva representa sorte para um mês.

Na Itália, usa-se roupa íntima vermelha para amor e vitalidade, servem-se lentilhas para atrair dinheiro e, em algumas regiões do sul, jogam-se objetos velhos pela janela para começar o ano sem peso do passado. Podem ser sapatos, panelas ou até móveis pequenos.

Na França, o Ano Novo (Réveillon) é marcado por champagne e refeições elaboradas. A meia-noite é acompanhada de beijos e abraços.

Na Espanha – 12 uvas são comidas em 12 segundos

No Japão, templos budistas tocam o sino 108 vezes, representando a purificação dos 108 desejos humanos, representando os 108 desejos que causam sofrimento. As pessoas visitam templos no Hatsumode, a primeira prece do ano. Serve-se, o Toshikoshi Soba — o macarrão da virada, comido na noite de 31 de dezembro. O macarrão comprido simboliza vida longa e “cortar os problemas” do ano que acaba. A sopa com mochi (bolinhos de arroz), é consumida na manhã do dia 1º para força e vitalidade.

Na China — no Ano Novo Lunar, que varia de data ao longo dos anos, é celebrado com dragões, lanternas vermelhas e fogo para espantar maus espíritos. Presenteia-se com envelopes vermelhos (hongbao) com dinheiro. Limpa-se a casa simbolizando “varrer o azar”.

Nas Filipinas, usam-se roupas com bolinhas para atrair dinheiro (as bolinhas lembram moedas). Comem-se frutas redondas. Faz-se barulho para afastar espíritos ruins.

Na Dinamarca, jogam-se pratos na porta de amigos e familiares como sinal de carinho e votos de boa sorte e sobe-se em uma cadeira e pula-se para dentro do Ano Novo à meia-noite.

Na Grécia, a família esmaga uma romã contra a porta ao chegar da igreja. Quanto mais sementes espalhadas, mais abundância no ano seguinte. Tradição do "Vasilopita", um bolo com moeda escondida — quem encontra a moeda tem sorte o ano inteiro.

Na Rússia, casais e famílias escrevem um desejo num papel, queimam-no, misturam as cinzas ao champagne e bebem antes da meia-noite

Na África do Sul, é tradição antiga “se livrar do velho, literalmente jogando móveis antigos pela janela (embora hoje seja menos comum por segurança).

Na Turquia, esmagam-se talheres e outros utensílios na virada para espantar energias negativas.

Em Belarus, solteiras preparam montinhos de grãos e soltam uma galinha.  A que tiver o grão picado pela ave seria a próxima a se casar.

Na Estônia, come-se os restos do ano velho, os estonianos comem 7, 9 ou 12 refeições no Ano Novo para garantir força no ano seguinte. Mas aqui vem a parte curiosa: eles deixam comida sobrando no prato para agradar os espíritos ancestrais.

Na Romênia, pastores realizam o ritual dos espelhos e do futuro, no qual observam o reflexo das ovelhas em um espelho.  Se o reflexo aparece “claro”, o ano será fértil; se aparece “escuro”, mais difícil. Pessoas desfilam pelas ruas fantasiadas de enormes ursos de pele verdadeira, dançando para espantar o azar.

Na Dinamarca, sobe-se em cadeiras e saltam para o ano novo. Muitos fazem isso em grupo, e às vezes completamente sincronizados, gerando cenas hilárias.

Na Irlanda, alguns irlandeses batem um pão duro contra as paredes para expulsar maus espíritos.

Na Guatemala, antes do Ano Novo, em algumas regiões, bonecos ou vassouras são incendiados para purificar o ambiente.

Na Escócia, é comum membros de comunidades saírem pelas ruas com trajes carnavalescos, incluindo homens com vestidos exagerados.