Talvez você não saiba, mas há uma diferença significativa entre solidão e solitude, embora os dois conceitos incluam o estar só. Tudo depende de como você vivencia esse sentimento. Além disso, pode-se estar numa multidão e se sentir só.
Muitos vão a retiros e se isolam da convivência social para tentar encontrar paz, autoconhecimento e crescimento pessoal/espiritual. Veja os monges, por exemplo. Muitas tradições espirituais valorizam o retiro solitário como um caminho para encontrar sentido e conexão com algo maior. O distanciamento do barulho do mundo pode levar a profundas descobertas existenciais.
Estar só propicia experiências de introspecção e pode até ser saudável e restaurador. É quando nos reconectamos com o que realmente nos importa. Pode ser necessário quando temos que tomar decisões importantes e ficamos surdos com o burburinho de familiares e amigos.
Também é saudável quando queremos momentos de criatividade, para escrever um livro, pintar ou ler. Distrações e opiniões externas interferem com nosso espaço mental e no desenvolvimento de ideias novas e originais.
Já ouviu aquela frase: Antes só o que mal acompanhado? Com certeza há uma grande verdade por detrás desse conceito. Estar só consigo mesmo traz insights, fortalece a independência emocional e valoriza as interações saudáveis que realmente fazem a diferença.
Sentir solidão ou fazer valer o tempo só para engrandecimento próprio depende somente de como encaramos esses momentos.
Se você se sente isolada, triste, abandonada, pense que para preencher esse vácuo são necessárias amizades significativas e verdadeiras. Conexões tóxicas não conseguem suprir essa dependência. E, além do mais, tudo depende de como você escolhe ver essa situação. Seu cérebro é seu mestre, e vai lhe indicar caminhos.
Se você pensa:“Ninguém se importa comigo.” - isso é solidão doída.
Se você pensa: “Que bom que tenho esse tempo só para mim.” - isso é solitude!
A escolha entre os dois, depende só de você!
